29 de outubro de 2009

Relógio da vida



Relógio da vida

Ó relógio do tempo, impiedoso,
Porque corres assim tão velozmente
Levando a nossa vida presunçoso
Num louco tiquetaque friamente?

À dor és insensível, indif'rente,
Pois jamais de ninguém tens piedade,
Num feroz egoísmo impenitente,
Vais destruindo toda a humanidade.

Algemando a alegria e a amargura,
Os teus ponteiros rodam com loucura
Arrastando consigo a nossa sorte.

Bem cruel, afinal, é teu condão:
- De levar toda a vida sem excepção,
Para a garra fatídica da morte.

Ilda Pinto Ribeiro

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