30 de dezembro de 2009

Os Parasitas


Quando vires alguém com ares de iluminado
bem vestido e com odores , cheirando a falso
Sapatos engraxados e bem engravatado
Bem falante, extrovertido, mas oxidado...

Paracismeiro, gentil de mais, subserviente
Acomodado, mas oferecido até à exaustão
E um sorriso forçado estiver sempre presente
Cuidado meu amigo! Diz-lhe sempre NÃO!

E se oferecer seus serviços, parecendo de graça
E se queser impingir um negócio ou um leilão
Finge que aceitas, mas expulsa-o de casa
Fecha-lhe as portas dizendo-lhe, NÃO!

Eu tenho para mim que estes grandes farsantes
Que se esforçam de mais para dar nas vistas
Nem para o céu iria com tamanhos pedantes
Pois não passam de perigosos e fieis parasitas.

Manuel António Amendoeira

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