29 de março de 2010

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida



Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

«Tudo no mundo é frágil, tudo passa...»
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...»


Florbela Espanca

1 comentários:

Anónimo disse...

Uf…..uf…….uf!!!!!!!!finalmente cheguei,
Conhecendo a Drª há imenso tempo confesso que desconhecia a sua vertente poética, descobri com a consulta no blog “ não vou por aí “sempre que me é possivel não falto, a sensibilidade na escolha dos poemas é pouco frequente, os meus sinceros parabéns .
Bjinhos Eduarda

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