16 de abril de 2010

O Medo



O Medo

NOMEIO constelações uso-as
Para me guiarem no recinto das noites
Escavo corpos na flexibilidade das sombras
Atravesso a manhã e ponho a descoberto
A casa onde a infância secou

O olhar desce aos gestos inacabados
Satura-os de jovens lágrimas de resinas
E o susto da criança que fui reaviva
Um pouco de alegria no coração

AL Berto

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