4 de maio de 2010

Lírica de Pardilhó


Lírica de Pardilhó

Então acordo e sinto a meu lado
o esplendor tranquilo
da amada que respira
adormecida deitada sobre o flanco
vertendo a prata de um sorriso

nas ravinas da noite
esferas cantam a alegria
é um sítio de grama rociada

e passam horas
durante as que da rua
ouvindo vozes turvas
eu ficarei teimando
na claridade a todo o preço

de que me fama aves

Fernando Assis Pacheco

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